Jardim Botânico completa 214 anos tentando recuperar público

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) completa 214 anos nesta segunda-feira (13), com o desafio de recuperar o público perdido durante a pandemia de covid-19. Assim como aconteceu com outras atrações de lazer da cidade do Rio, o local  foi fechado para visitação no início da pandemia, em março de 2020, e só reabriu em julho daquele ano. Aos poucos, os visitantes voltaram mas ainda não se atingiu o patamar de antes da doença.

Dados da própria instituição mostram que, de janeiro a maio deste ano, o JBRJ recebeu 173,1 mil visitantes. O número mostra aumento de 51% em relação ao mesmo período de 2021, quando o Jardim Botânico recebeu 114,6 mil. Mas ainda está 22% abaixo do patamar registrado nos cinco primeiros meses de 2019, ou seja, antes da pandemia, quando o local teve 221,7 mil visitantes.  

“Esse número de visitação, que ainda não recuperou o patamar pré-pandemia, se deve muito também ao turista estrangeiro. Antes da pandemia, até cerca de 40% do nosso público era formado por pessoas de fora do país. Como esse retorno [do turismo internacional] ainda não se deu 100%, ainda não chegamos a esse patamar”, explica a presidente do JBRJ, Ana Lúcia Santoro.

Segundo ela, o número de visitantes cariocas e de outros lugares do Brasil já foi retomado. Por isso, enquanto o turismo internacional não retorna aos níveis pré-pandemia, a estratégia do Jardim Botânico é focar nos brasileiros, aumentando a presença da instituição nas redes sociais, por exemplo, e criando novas atrações (ou mesmo retomando antigas).

“É um resgate do Jardim Botânico do Rio, como local para cariocas, fluminenses, brasileiros. A gente tem melhorado as nossas mídias sociais, para ampliar esse alcance e divulgar nossos serviços, como as novas trilhas”, conta Ana Lúcia.

Atrações

Aproveitando as comemorações dos 214 anos, o JBRJ inaugura hoje, por exemplo, a trilha das palmeiras. Os visitantes poderão, com a ajuda de mapas ou de aplicativo, receber informações sobre cerca de 20 espécies desta família botânica, em 15 canteiros do arboreto (área de exibição pública da coleção de plantas vivas do jardim).

Outra atração em comemoração do aniversário será uma exposição do caule da primeira palmeira-imperial plantada no país, em 1809, como presente ao príncipe regente dom João VI. A planta, que tinha quase 39 metros de altura, foi destruída por um raio em 1972, mas parte de seu caule acabou sendo preservada.

Há cerca de um mês, o JBRJ também reabriu ao público o orquidário, que estava fechado desde o início da pandemia. O espaço, que passou por reforma no valor de R$ 300 mil, contém mais de 7,5 mil orquídeas, entre nativas, exóticas e híbridas. Apenas no primeiro dia de visitação, o espaço recebeu 2,2 mil visitantes.

Também estão sendo investidos mais R$ 370 mil na reforma da estufa de plantas insetívoras (mais conhecidas como carnívoras) e do telhado do bromeliário, além da instalação de nova estufa de secagem no herbário.

Já o teatro do Jardim Botânico, que está fechado há cinco anos, será transformado em “ecovila cultural”, em parceria com a iniciativa privada, que oferecerá espetáculos de teatro, oficinas criativas, ateliês, formação artística e recreação para crianças. A previsão é que as atividades comecem no segundo semestre deste ano.

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