Novo apresentador de No Limite, Fernando Fernandes rejeita ‘cota’ para inclusão

A sexta temporada de No Limite estreia no dia 3 de maio na Globo com Fernando Fernandes no posto de apresentador, antes de Andre Marques. Atleta profissional e tetracampeão de paracanoagem, o ex-BBB admitiu a importância de alguém cadeirante em uma posição de comando na TV, mas não atribuiu suas conquistas apenas por ser uma pessoa com deficiência.

“Se eu estou aqui, a cadeira de rodas não é a razão. É por quem eu sou, da forma que eu tenho lidado por ter me tornado uma pessoa com deficiência. Foi muito importante para conquistar esse espaço: a posição de um apresentador, uma representatividade tão grande. Um assunto que é esquecido, marginalizado”, desabafou ele em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), na qual o Notícias da TV estava presente.

“Nós falamos de tantas minorias, que não são minorias, mas falamos muito pouco da deficiência. Quando falamos de inclusão social, é quando você ocupa qualquer espaço na sociedade pela sua capacidade, por quem você é”, ressaltou Fernandes, que não deixará de debater as bandeiras que carrega.

“A gente está lidando de uma forma bem natural. Para quê? Para que seja desmistificado, seja visto com outros olhos, e trazendo informações para uma sociedade que liga a pessoa com deficiência como incapaz. Tendo uma perna ou duas você conquista seu espaço com sua capacidade, habilidade, esforço, por quem você é. Esse é um momento muito importante na televisão brasileira”, comemorou.

Assim que recebeu o convite de J. B. de Oliveira, o Boninho, para fazer parte do programa, iniciou uma rotina ainda mais intensa de treinamentos para aguentar os perrengues das gravações. LP Simonetti, diretor artístico do programa No Limite, revelou que a locação do novo ano é um local inóspito e mais instável que a Barra da Sucatinga (CE), onde foi gravada a quinta temporada.

“Acabei usando essa ferramenta que tenho na minha vida, o esporte, e esses desafios para abrir voz, mostrar o que eu sei fazer de melhor, e, ao mesmo tempo, mostrar a minha profissão para transformar o mundo de alguma forma. Fui morar no meio da praia, de dunas, e as coisas foram se encaixando. A minha vida está no limite o tempo inteiro, não só como ser humano, mas também como atleta”, disse Fernandes.

Não vou dizer que eu tenho controle sobre tudo, não! Estar aqui é um desafio. O espírito de todos aqui é o mesmo. Todo mundo quer fazer algo incrível. O programa vai além de uma disputa por R$ 500 mil. A realidade é que todos tem que ralar muito para conseguir o que quer. […] Se você não estiver preparado, não vai sobreviver. Pelo pouco tempo que estou aqui, vi que precisa estar preparado. Caso contrário, o jogo vai fazer com que eles [participantes] voltem para casa.

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