Justiça italiana inicia trâmites para pedir extradição de Robinho, condenado por violência sexual

Foi registrado nesta segunda-feira (31), na Procuradoria de Milão, Itália, o pedido de execução de pena contra o jogador de futebol Robinho e seu amigo, Ricardo Falco, condenados a nove anos de prisão no último dia 19 por violência sexual em grupo. A informação é do jornal italiano Corriere Della Sera.

O ato é o primeiro passo para o pedido de extradição e de um mandado simultâneo de prisão internacional que devem ser apresentados nos próximos dias. A Constituição Federal de 1988 não permite que brasileiros natos sejam extraditados, contudo, com o pedido internacional de prisão, Robinho e Ricardo podem ser detidos se realizarem uma viagem para fora do país. A Itália também pode solicitar ao governo brasileiro que os dois cumpram pena em uma penitenciária do Brasil, mas o código penal limita a homologação de sentença estrangeira.

De acordo com a publicação italiana, depois da coleta de alguns documentos para confirmar a identidade dos dois condenados, será iniciada a fase de execução com o envio ao Ministério da Justiça do pedido de extradição, que será encaminhado às autoridades brasileiras, e a expedição do mandado.

RELEMBRE O CASO

O crime cometido por Robinho aconteceu na Sio Café, badalada boate de Milão, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. À época, Robinho era um dos principais jogadores do Milan. Além dele e de Falco, outros quatro brasileiros, segundo a denúncia da Procuradoria da cidade, participaram da violência sexual contra uma mulher de origem albanesa.

Amigos do jogador que o acompanhavam no exterior, os outros quatro brasileiros deixaram a Itália durante a investigação e não foram acusados, sendo apenas citados nos autos. A vítima, residente na Itália há alguns anos, naquela noite foi com uma amiga à boate – a violência ocorreu dentro do camarim do local – para comemorar seu aniversário de 23 anos.

A primeira condenação do ex-jogador do Santos e de Ricardo Falco aconteceu em novembro de 2017. Na ocasião, Robinho jogava no Atlético-MG. Ele deixou a Itália em 2014, quando já tinha sido convocado a depor no inquérito que apurava o crime – o jogador negou a acusação, mas confirmou que manteve relação sexual com a mulher, ressaltando que ela foi consensual e sem outros envolvidos. No caso de Falco, uma perícia encontrou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem.

No julgamento realizado na segunda instância, em dezembro de 2020, a Corte de Apelação de Milão manteve a condenação inicial de nove anos de prisão. As três juízas responsáveis pela sessão destacaram o “particular desprezo” de Robinho com a vítima, que foi “brutalmente humilhada”, e o que consideraram uma tentativa de enganar a Justiça italiana com uma “versão dos fatos falsa e previamente combinada” com os outros envolvidos.

Depois do Atlético-MG, Robinho passou por dois clubes turcos: Sivasspor e Istambul Basaksehir. Em outubro de 2020, chegou a ser anunciado pelo Santos, mas não entrou em campo pelo clube, já que teve seu contrato suspenso e posteriormente encerrado.

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