Morte de Elza Soares repercute na imprensa internacional

A morte da cantora brasileira Elza Soares, aos 91 anos de idade, nesta quinta-feira (20), de causas naturais, repercutiu não só no Brasil, mas no exterior.

Eleita, em 1999, como A Voz do Milênio pela Rádio BBC de Londres, Elza deixa uma extensa carreira com 123 discos em quase 70 anos de carreira e um Grammy Latino de 2016 de Melhor Álbum de Música Popular com A Mulher do Fim do Mundo.

Um dos primeiros veículos do exterior a noticiar a morte de Elza foi o estadunidense The Washington Post. A Rádio França Internacional chamou Elza de “cantora mítica”. Confira mais abaixo:

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais. Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”, diz o comunicado oficial enviado por sua equipe.

Nascida Elza Gomes da Conceição, em junho de 1930, a infância da cantora foi em uma comunidade no bairro de Padre Miguel, zona oeste do Rio de Janeiro, na época conhecida como favela Moça Bonita. Teve um casamento arranjado ainda cedo, o primeiro filho aos 13 anos e sofreu violência sexual e doméstica antes de iniciar a carreira cantando nas rádios, já depois dos 20 anos, na década de 50.

Imediatamente reconhecida como dona de uma voz potente e promissora, nos anos 60 Elza já fazia sucesso e tinha shows agendados no mundo todo. Seus primeiros trabalhos foram no samba, mas ao longo dos anos experimentou o jazz, o funk, o hip hop e até a música eletrônica.

Ainda no início da carreira teve seu relacionamento mais comentado, com o jogador de futebol Mané Garrincha, bicampeão mundial pela seleção brasileira, com quem permaneceu casada até 1982. O atleta morreu no ano seguinte, também em 20 de janeiro, mesmo dia da morte da cantora. Eles tiveram um filho, falecido aos nove anos, em 1986, num acidente de carro – uma das grandes tragédias da vida da artista, que teve oito filhos e perdeu quatro deles – dois recém-nascidos e outro em 2015.

Foram mais de 30 discos em mais de 70 anos de carreira. Elza se manteve sempre na ativa e seu álbum mais recente, Planeta Fome, foi lançado em 2019. Os compromissos profissionais de 2022 incluiam a gravação de um show no Theatro Municipal de São Paulo e um novo álbum de estúdio.

Elza tinha shows marcados já para o próximo mês e traria no repertória clássicos da carreira e lançamentos recentes na turnê Onda Negra, junto do cantor Renegado, que comanda um movimento de exaltação de artistas e figuras negras com o mesmo nome da tour.

Em 2018, a vida de Elza Soares virou livro, escrito pelo jornalista Zeca Camargo, com Elza como título e punblicado pela editora Leya, e musical. O espetáculo teve apresentações em diversas cidades do Brasil, sendo visto por mais de 120 mil espectadores.

Em 2020, ela foi tema do desfile da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, e esteve na Marquês de Sapucaí, no Rio, como destaque do último carro a entrar na avenida.

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