7 erros que acabam com a promessa de emagrecer no ano novo

Na virada do ano, depois de se empanturrar de lentilha, farofa e lombo, você pulou as sete ondas e prometeu que iria despachar os pneus da cintura e ganhar um abdômen digno de modelo de capa de revist…

Sei que a ideia não é nada original. Trata-se de uma das resoluções mais manjadas do réveillon: tirar os dois pés da jaca e encarar seriamente aquela dieta. Agora vai. Só que não vai. Você fez patuá com sal grosso, jogou rosa branca para Iemanjá e, no quinto dia útil do ano, deu ruim. Depois de um dia péssimo no escritório, chutou o pau da barraca e se atracou com um sorvete com cobertura de calda de chocolate quente.

Afinal, a vida é uma só, não é? Bem-vindo a bordo! Esse enredo que começa promissor e termina de um jeito frustrante não é novo. Richard Wiseman, um psicólogo da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, acompanhou em 2007 cerca de 3 000 pessoas que haviam feito resoluções de Ano-Novo. Entrar na linha era um dos objetos de desejo mais comuns na virada da folhinha do calendário.

Da turma que tinha prometido exercitar- se mais, só 29% perseveraram até o fim. Entre os que desejavam perder peso, apenas 28% foram bem-sucedidos, já que mais da metade desistiu no meio do caminho.

Perseverança é a chave e temos algumas dicas para te ajudarem neste caminho. Nunca esqueça: 366 novos dias representam 366 novas chances de mudar seu estilo de vida. Confira algumas dicas:

1. Pressa

Você jurou ser magro em dezembro e quer ser a Gisele Bündchen ou o Brad Pitt já no Carnaval. Não vai acontecer. As pessoas esquecem que levaram pelo menos alguns meses para ganhar peso e simplesmente não percebem que o caminho inverso também demanda tempo. A ansiedade para emagrecer do dia para a noite certamente fará com que você opte por dietas bem restritivas, de baixíssimas calorias ou baseadas em proteínas.

A perda inicial de quilos ocorrerá rapidamente, mas com certeza você não aguentará bancar o esquema por mais de um mês. Segundo pesquisas, duas de cada três pessoas que perdem em torno de 5% do peso em um prazo muito rápido graças a regimes severos engordam novamente.

Solução: seja paciente (é difícil, eu sei), consulte um médico, um nutricionista, veja como está sua saúde e, aí sim, siga um caminho sem volta. Emagrecer é uma mudança de hábito, não tem jeito. Uma meta viável é perder entre 10% e 15% do peso em um ano.

2. Falta de planejamento

Sem nada para comer em casa, ao chegar do trabalho, exausto e faminto, você facilmente vai traçar o que aparecer pela frente. E, sabemos, aquela fatia de pizza na geladeira é sempre a primeira oferta. Tenha em mente que, se você não se organizar, um prato saudável não brotará na sua mesa.

Solução: planeje o cardápio semanal, faça as compras e busque receitas criativas para não cair na mesmice.

3. Amigos sabotadores

Não adianta estabelecer uma meta de emagrecimento e seguir com os mesmos velhos companheiros que ainda cultivam hábitos de comer e beber à vontade, além de ser sedentários. A pior escolha é ceder àquela frase: “Ah, só hoje, só um chopinho… Começo na segunda”. Não funciona. Claro, ninguém está pregando abstinência total. Mas dá para ficar bem com doses no fim de semana, né?

Solução: fuja por um tempo de eventos sociais, descubra outros hábitos, faça novos amigos. Quando você reaparecer sorridente, 5 quilos a menos, depois de um mês, seus velhos parceiros (também acima do peso) vão entrar na sua.

4. Hábitos ruins

A contagem de calorias, pura e simplesmente, ou a compra de tratamentos estéticos com promessas milagrosas não resolvem o problema de mudar o que é preciso no dia a dia na nutrição. Comparar as calorias de um brigadeiro com as de uma maçã, ou algo assim, não funciona. Os valores são semelhantes, mas essas coisas possuem nutrientes diferentes. A conta não é essa.

Solução: busque um plano alimentar equilibrado, sem radicalismo.

5. Cobrança

Embora você tenha prometido, de corpo e alma, que vai mudar de vida, acreditar única e exclusivamente nisso pode não ser suficiente para se manter na linha durante meses ou um ano inteiro. É um erro achar besteira pedir ajuda a alguém, confiando na sua determinação pretensamente inabalável.

A consciência e a força de vontade são fundamentais, claro, mas é importante que alguém supervisione seu comprometimento e puxe você na hora em que estiver pensando em jogar a toalha.

Solução: contrate um personal, um nutricionista… Vale o investimento. Se a grana estiver curta, tente uma solução criativa, como fazer uma aposta, para valer, com um bom amigo.

Concluir uma prova e receber a medalha são coisas que empolgam. Mas preste atenção: um sedentário leva dois anos para conseguir correr um circuito de 42 quilômetros. Uma prova de 5 quilômetros, só após três meses de treino, orientado por um profissional. Em menos tempo que isso, nem o Superman.

6. Exagerar no exercício

Seu último tênis é da década de 80, e agora, de repente, você decidiu que vai ser triatleta. O sonho é bacana e pode, sim, se tornar realidade. A curto prazo, porém, não rola. Janeiro é o mês de maior procura nas academias.

Solução: escolha uma atividade razoável, que esteja de acordo com seu ritmo, ainda lento, e proponha-se metas compatíveis, como exercitar-se duas vezes por semana.

7. Buscar modelo inatíngivel

Fotos antigas em que você estava arrasando no verão podem ser ótimos estímulos. Mas cuidado ao se inspirar em outra pessoa. O problema é imaginar que seu corpo ficará igual ao desse(a) modelo. Se a comparação criar uma falsa expectativa, você terá problemas na certa. E a decepção, nesse caso, pode ser um duro golpe. Você fica pior do que quando começou e empurra com a barriga a decisão de emagrecer para o próximo ano. Ciclo repetitivo.

Solução: encontre sua própria autoestima e entenda que sair da calça 48 para a 44 é, sim, uma grande vitória. A sua saúde não pode ser comprada, precisa ser adquirida.

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