Autor entrega piores momentos até Nos Tempos do Imperador ‘sair’ do muro

Com mais de um ano de atraso por causa da Covid-19, Nos Tempos do Imperador estreia na próxima segunda-feira (9) na Globo. Após o período de incertezas sobre a exibição da primeira novela totalmente inédita da emissora, os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão relembram o sufoco em meio ao adiamento da trama e das gravações. “Foi um choque ficar sem saber até quando iríamos escrever sem saber quando lançaríamos”, diz a escritora. 

O folhetim estava previsto para estrear em 30 de março do ano passado, mas a pandemia chegou 15 dias antes, e a Globo decidiu reprisar outra trama assinada pelos autores. “Fomos informados da interrupção e que Novo Mundo [2017] entraria como reprise. Não se sabia quanto tempo ela ficaria no ar, se dois, três meses, ou se passaria a novela inteira. Continuamos escrevendo”, conta Thereza, em entrevista divulgada pela emissora nesta segunda-feira (2). 

Marson afirma que não esperava que a pausa fosse durar tanto tempo. “Foram três reprises, e um ano e meio se passou. Quando a gente se tocou que essa pandemia podia durar um tempo maior, a gente falou: ‘Vamos escrever a novela até o final’. Porque uma vez que a gente começa o processo de escrever, é pouco produtivo parar e depois retomar.” 

Apesar da pandemia, de acordo com Thereza, a história não foi encurtada, mas alterações no roteiro aconteceram. “Tem algumas mudanças, claro. Por exemplo, o cassino [um dos núcleos da novela] não poderá ‘bombar’ em momento nenhum. São adaptações que fomos fazendo”, conta. 

O autor, por sua vez, diz que imaginava a Guerra do Paraguai ocupando um espaço no ar durante três meses, mas teve que adaptar. “Enxugamos esse período, mas conseguimos fazer a guerra, e isso é um ganho. Ficamos bem satisfeitos com a forma como conseguimos mantê-la, pois ela tem grande importância na história, não é algo pontual”, conclui Marson. 

Ambientada no Rio de Janeiro, a novela conta a história dos protagonistas ficcionais Pilar (Gabriela Medvedovski) e Jorge/Samuel (Michel Gomes). Ela quer ser médica, mas vive em uma sociedade que não aceita que mulheres estudem. Ele quer viver em uma cultura mais igualitária, pois é negro e perseguido diante de sua condição de ex-escravizado. 

As trajetórias dos dois se cruzam com as dos personagens históricos dom Pedro 2º (Selton Mello), a imperatriz Teresa Cristina (Leticia Sabatella) e Luísa, a condessa de Barral (Mariana Ximenes). 

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