DJ Ivis é acusado de tentativa de homicídio e considerado ‘perigo para a sociedade’

Iverson de Souza Araújo, o DJ Ivis, foi preso na última quarta-feira (14) após a Justiça avaliar que as agressões cometidas à sua ex-mulher, Pamella Holanda, configuravam uma tentativa de homicídio e que o artista, em liberdade, representa um perigo à sociedade. 

Segundo documentos expedidos pela juíza Flávia Pessoa Maciel, da 2ª Vara da Comarca de Eusébio (CE). A magistrada decretou a ordem de prisão preventiva após julgar o comportamento de Ivis como “frio” e “sem remorso”, pois ele teria dormido na mesma cama que Pamella horas depois de agredi-la com socos e pontapés em 1º de julho. 

“Quanto ao fundamento da preventiva, revela-se na propensão do representado ao cometimento de crimes desta natureza, o qual, frise-se, aparenta não sentir remorso, vez que, como destaca o douto Delegado de Polícia o seguinte trecho colhido: ‘Que no final da tarde do dia 01/07/2021, seu companheiro retornou à casa e se comportou como se nada tivesse ocorrido, chegando a dormir na mesma cama da declarante’ (passagem da declaração de Pamela), restando profusamente demonstrada a necessidade da prisão, a fim de coibir a reiteração de condutas criminosas e a prática de crimes mais graves contra a vítima”, justificou a juíza. 

A defesa de Ivis recorreu automaticamente ao Superior Tribunal de Justiça, alegando que a prisão havia sido arbitrária e ocasionada somente por pressão midiática. E ainda disse que há interesses políticos em sua prisão, principalmente por parte de Camilo Santana (PT), governador do Ceará, mas não deu argumentos para sustentar sua tese. 

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Para defender a soltura imediata de Ivis, em documento protocolado no mesmo dia da prisão do DJ, seu advogado justificou que ele “é primário, bons antecedentes, famoso e, evidentemente, não irá atentar contra a integridade da vítima”. 

O STJ indeferiu o pedido, e ele apelou para o Tribunal de Justiça do Ceará, pedindo um novo habeas corpus. Mas o desembargador Teodoro Silva Santos também negou e manteve a ordem de prisão preventiva, validando a leitura da juíza Flávia, que interpretou os vídeos entregues por Pamella como tentativas de homicídio. E ainda deu uma advertência na defesa de Ivis. 

“As condições pessoais favoráveis, tais como, primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida, não têm condão de, por si sós, desconstituir a custódia cautelar ou constrição preventiva, quando estejam presentes os pressupostos que a autoriza. Com efeito, torna-se defeso à aplicação de qualquer das medidas cautelares diversas da prisão ou cautelares alternativas catalogadas no artigo 319 do Código de Processo Penal pátrio”, definiu o desembargador. 

DJ Ivis teve a cabeça raspada ao chegar à Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz (CE), na sexta-feira (16). Uma foto do DJ na prisão está circulando pelas redes sociais. 

Ele havia passado os dois primeiros dias de sua prisão na Delegacia de Capturas, em Fortaleza, mas acabou transferido para o presídio de segurança máxima do Estado por ser considerado “um perigo para a sociedade”. 

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