Brasil é escolhido para sediar Copa América 2021

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu que o Brasil vai sediar a Copa América deste ano em reunião realizada nesta segunda-feira (31). A escolha veio horas depois de a Argentina desistir de abrigar o evento. Antes, Colômbia também abriu mão de receber o torneio.

A entidade máxima do futebol sul-americano anunciou a decisão nas redes sociais e agradeceu ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), por aceitar a proposta.

“A Conmebol agradece ao presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, assim como à Confederação Brasileira de Futebol, por abrir as portas do país ao que hoje em dia é o evento esportivo mais seguro do mundo. A América do Sul brilhará no Brasil com todas suas estrelas”, escreveu.

Com início marcado para o dia 13 de junho e o término em 10 de julho, a confederação ainda vai confirmar “nas próximas horas” as cidades-sede do torneio. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, divulgou uma nota oficial em que recusa a realização dos jogos no estado. A mesma ação foi feita pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

“Apesar de sermos um dos estados com estrutura física disponível, não temos hoje níveis de segurança epidemiológica para realização do evento”, disse a governadora em sua página no Twitter.

Em São Paulo, o governador João Doria afirmou que não se opõe à realização do campeonato no estado desde que sejam respeitados os protocolos do Plano SP.

Copa América no Brasil gera indignação popular

Assim que a decisão da Conmebol foi anunciada, muitos declararam ser contra o Brasil sediar o torneio devido à situação que o País enfrenta na pandemia. Já são mais de 462 mil mortos pelo coronavírus e especialistas temem uma terceira onda da doença.

“Vão fazer a Copa América num país com 2 mil mortes/dia e teme novo aumento nas próximas semanas. Mas o importante é que a Conmebol vai fazer minuto de silêncio antes dos jogos e colocar mensagem na tela das transmissões saudando os guerreiros que lutam contra a covid-19”, escreveu o jornalista Allan Simon no Twitter.

“Tiraram a Copa América da Colômbia por causa dos protestos, tiraram da Argentina por causa da Covid. Trouxeram para o Brasil que está tendo os dois”, afirmou um internauta, em alusão aos protestos contra Jair Bolsonaro que ocorreram no último fim de semana.

Alguns usuários das redes sociais protestaram contra o campeonato ao substituir o nome por “Cova América” e “Cepa América”, além de colocar “Cloroquito” como mascote.

Outra crítica feita em relação ao evento é o fato de que o presidente do Brasil respondeu a solicitação da Conmebol em horas, mas a oferta de vacinas que a Pfizer fez ficou dois meses sem respostas.

Dessa forma, o senador e relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), usou as redes sociais para se posicionar chamou a Copa América de “campeonato da morte”.

“Sindicato de negacionistas: governo, Conmebol e CBF. As ofertas de vacinas mofaram em gavetas mas o ok para o torneio foi ágil. Escárnio”, escreveu ele.

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